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Agências de modelo seduzem jovens com promessas de estrelado
Muitas jovens sonham em ser modelos. A maioria pensa que basta ser desinibida, ter mais de 1,70 de altura e menos de 60 quilos para tirar de letra a profissão.
De olho neste contexto, entram em cena agências oportunistas que se valem da ilusão ingênua do sucesso fácil para prometer consagração e obter um bom dinheiro. Com sedutores anúncios em revistas, na TV ou em folhetos distribuídos em portas de colégios, as agências recrutam meninas e meninos que têm vontade de tentar a sorte em uma carreira artística. Basta pagar uma taxa de adesão à agência e pronto.
Para "vender" os rostos desses jovens para comerciais, novelas, "folders" etc., os agentes precisam ainda de fotos profissionais: o book, que tem de ser feito na própria agência e custa quanto ela julgar interessante. "O sucesso fácil vendido por essas agências caça-níqueis seduz qualquer um, mas as pessoas de nível cultural mais baixo são os alvos preferidos", explica Débora Rocha, 31, diretora do conselho da Associação Brasileira das Agências e Agentes de Atores, Artistas, Modelos e Figurantes (Abrafama).
A organização foi criada há mais de dois anos para valorizar e diferenciar as agências sérias daquelas que são fábricas caras de books. "Queremos formar uma ética e valorizar as agências que direcionam a carreira do artista que estuda e que tem talento", explica.
Folhateen/Folha de S. Paulo
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