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Nesse caso, não importa
a idade, a beleza ou as medidas do corpo. Qualquer pessoa pode se inscrever
em uma agência de figuração para atuar em programas televisivos,
comerciais e longs-metragens. Segundo Fátima Queiroz, coordenadora da agência
do Sated-RJ(sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro), os requisitos básicos
para ser figurante são “disposição física e boa vontade”.
A disposição física não
tem nada a ver com a forma do corpo. A pessoa pode ser gorda, magra, alta ou
baixa, etc. O negócio é ter fôlego para agüentar nove horas de trabalho,
a carga horária média do figurante. Já a boa vontade diz respeito à
colaboração com o diretor e os produtores do programa, comercial ou filmes
que está gravando. “Tem que vestir a roupa produzida para o figurino sem
reclamar”, exemplifica Fátima.
Tão poucas exigências
provocam um inchaço nesse mercado. Quem quiser batalhar uma chance tem que
ser persistente e se aprimorar para driblar a concorrênca. “ O número de
figurantes é muito maior que o de trabalho”, alerta a coordenadora da agência.
Engana-se aquele que
pensa que fazer figuração é ficar parado feito poste no set(local onde
acontece a gravação). O bom profissional é articulado e se integra ao
ambiente como se fosse ator. “O figurante faz parte da cena. Ele não é
um móvel”, explica a coordenadora. “se o ator está chorando, ele também
tem que demosntrar tristeza. “ O bom de ser figurante é que, como não se
trata de uma profissão definida, o candidato não precisar mudar de ramo na
vida para trabalhar. Funciona como um bico, mas qualificado, com hora para
começar e acabar e direito a lanche ou refeição nos intervalos das gravações.
“O pensamento mais aconselhável para quem está começando como figurante
é querer ser ator. Com isso, a pessoa pode ir longe”, recomenda Fátima
Queiroz. Até porque a atividade tem limitações legais e, sem preparo, um
figurante dificilmente consiguirá abocanhar boas campanhas ou se tornar um
ator.
Fonte: Como ser modelo e
figurante em 10 lições - Editora Abril
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